Vivemos hoje em um mundo com quebra de paradigmas e com turbilhão de informações e mudanças na Educação. Sabemos que ela é a base fundamental para o crescimento e desenvolvimento humano.
Escolas cada vez mais buscam diferenciais, novas tecnologias, novos espaços, uma grade curricular diferenciada, um PPP (Projeto Político Pedagógico) envolvente e moderno, buscam incansavelmente adesão dos pais junto ao processo ensino/aprendizagem e professores que deem conta de tudo isso. Percebemos também que cada vez mais o sistema educacional busca se reestruturar, inovando e estabelecendo novas regras e diretrizes em busca de qualidade e um lugar favorável no mercado.
Em meio a tudo isso, a família cada vez mais dividida entre as escolhas, em querer saber de fato o que seu filho deve aprender, qual a melhor estrutura, o que é BNCC, bilíngue ou não bilíngue, entre tantas outras dúvidas.
E os alunos chegam à escola. Alguns extremamente antenados e proativos, outros mais tímidos ou inseguros. E esta demanda chega apresentando na sala de aula, vários e diferentes Estilos de Aprendência.
Apaixonada por este segmento da educação infantil, parto sempre dessa pérola dita pelo autor Celso Antunes (2009) para assessorar meus professores, que diz:
“São mestres atentos à curiosidade infantil, por isso, organizam aulas e projetos que envolvem temas associados à natureza e à cultura, à beleza, à bondade e a verdade. Sabem que sua forma de agir jamais se encontra pronta, mas simboliza busca permanente. Caminho que a todo o momento se refaz. E por que existem professores assim, existe a esperança de que o amanhã será melhor e de que não deverá demorar os tempos em que todos os pais saibam que a educação infantil é tudo, o resto é quase nada”.
E aí? Como cuidar disso tudo?
Como avaliá-los e formá-los para este século cheio de exigências e mudanças contínuas? A reflexão sobre avaliação deve ser considerada altamente importante. Que olhar o professor deve ter sobre seus alunos e quais serão as habilidades e competências desenvolvidas nesse processo? Quais são esses estilos de aprendizagem? Como trabalhar o socioemocional? Teoria e ludicidade, como aprender e brincar, juntos?
Antigamente, a avaliação tinha a função de medir erros e acertos. E hoje? Com tanta informação, tecnologia, mídias, celulares e tantos outros subsídios nesse universo escolar, o que se tem realizado com esses alunos?
Jussara Hoffmann afirma que (1998) : “antes de fazer diferente, é preciso pensar diferente sobre o que se faz”.
Então vamos lá. Saber que a avaliação na educação infantil é contínua e processual e que deve fazer parte da proposta pedagógica para nortear o trabalho do professor, e assim, para possíveis intervenções com os alunos, é de suma importância para a qualidade desse ensino/escola.
Inacreditável, mas ainda existem professores que desconhecem a postura investigativa que devem ter com seus alunos como ferramenta para a avaliação e para a ação transformadora.
O que se tem visto, são algumas escolas de educação infantil perdidas em suas Metodologias x Sistemas de Ensino, atropelando conteúdos e anulando a sua identidade escolar, que só é estabelecida quando se tem a clareza e a certeza da visão de homem que se pretende formar.
Ter a consciência dos pré-requisitos necessários para cada faixa etária, oferecendo ao aluno um mundo de possibilidades através de atividades, brincadeiras, jogos, experimentos, arte, cultura, onde o protagonismo desse aluno seja respeitado e valorizado e ter mediadores que transformam dúvidas em respostas dadas pelo próprio indagador, é de grande valia nesse processo.
Com um currículo rico e integrado às necessidades do mundo, que seja interessante para a criança, com um espaço preparado, com adulto engajado e conhecedor, com certeza essa escola estará dentro das exigências dos pais e no olhar de admiração de quem sabe fazer.
Desenvolver nos alunos o interesse em querer saber e querer fazer é um grande desafio nos dias de hoje. Nada é tão simples e nada parece tão comum, e nada se realiza de forma verdadeira e explicita não houver amor no que se faz.
Finalizo com o pensamento das autoras Tânia Queiroz e Célia Godoy (2006) que diz – “A plena conscientização de que queremos um aluno que pense, cidadão, critico, ativo, empreendedor, dinâmico, criativo, amoroso e feliz, não garante nem sustenta mudanças! É preciso primeiro avaliar a própria instituição e seu compromisso com a verdadeira função social que ora exerce”.
Abraços,
Profª Maria Cristina Tófoli
Coordenadora Pedagógica